Pesquisar neste blogue

27/12/2010

Inferno


            14 de Fevereiro, dia em que a minha vida termina. Foi-me arrancada à força. Não é que não seja do meu agrado que isso tenha acontecido. Pior é mesmo o local para onde me dirijo: as chamas eternas e infernais.
            Já começo a sentir o calor que me assalta, que me envolve, que me sufoca. Se bem que, pelo que fiz na minha vida terrena, mereço este meu destino fatal.
            Chegou o anjo infernal, Lúcifer. Chegou para me levar do purgatório como se fosse lenha para a lareira, como varas secas que servem de acendalhas. Juntamente comigo iria mais um punhado de almas malditas, igualmente condenadas a arder para todo o sempre neste abismo luminoso.
            Aqui me despeço, sem arrependimento nem rancor, sem forma de escapar e sem capacidade para aguentar este calvário.
            Enfim, chegou finalmente o término… Até nunca…

Tema Semanal


            Pedimos desde já perdão pela demora desta publicação, mas a vida real tem de vir em primeiro lugar em todos casos.
            Mas mais vale tarde que nunca. Muito bem, esta semana foram os elementos “deprimidos” a escolher o tema e como consequência, esse tema é:

            Inferno

            Voltaremos esta semana a fazer plágio ao dicionário para os dar a definição desta pequena palavra:
  • Habitação das almas dos mortos (nas crenças antigas);
  • Lugar destinado ao castigo eterno da alma;
  • Lugar dos demónios.
   

01/12/2010

Alegria

Esta imagem representa o sentimento abstracto que é a alegria. Alegria é algo que eu não consigo definir nem por palavras nem com a pintura. É incrível a quantidade de sensações que são transmitidas com a alegria, mas também não posso deixar de referir que muitas vezes as pessoas conseguem a sua fonte de felicidade com as infelicidades dos outros, e isso não é alegria, a alegria é pura e boa de mais para ser conseguida de tal forma.

É impossível viver sempre alegre mas é possível encontrar o lado bom dos dias maus...

Darkwhisper

23/11/2010

Alegria


Olho-me ao espelho… O que vejo? Vejo o retrato reflectido e invertido de mim a chorar. As lágrimas reluzentes que deslizam pelo meu rosto vão humedecendo o meu sorriso. Sim, são lágrimas de alegria!
Esta alegria é tão forte que é capaz de me fazer chorar e gostar desse mesmo choro. As pequenas gotinhas de água que caem imensa e incontroladamente são doces, doces como a causa e a razão desta alegria. Embora não vá revelar a causa em questão, não pude deixar de a homenagear com um humilde texto incapaz de transmitir tudo o que tenho a dizer. Isso é assim porque, por vezes, as palavras são demasiado parcas e escassas para que alguém seja completamente compreendido. Mesmo que estivesse aqui um dia completo a escrever duvido que conseguisse encontrar as palavras certas ou as palavras suficientes para que quem lesse este texto sentisse uma ínfima parte desta minha alegria.
Assim é o meu retrato de alegria. Existem muitos mais para além das lágrimas, como o caso do riso provocado por uma boa piada, o simples sorriso provocado pela presença de pessoas das quais gostamos ou até mesmo os abraços e beijos que servem para demonstrar às pessoas o afecto que temos por elas e a alegria que sentimos por as ver. Mas por vezes as pessoas têm medo de demonstrar a sua alegria e comprimem-na o que, em última análise, é pior porque alegria gera mais alegria.
Espero que se tenham sentido mais alegres depois de lerem o meu texto. Convido-vos a expressar a alegria que sentiram e que me mostrem mais alguns retratos desta através dos vossos comentários. 

Alegremente, 
                      
                Blackbird

15/11/2010

Tema Semanal

Já vamos para a terceira semana de postagens, é verdade e, desta vez, o tema escolhido é, nada mais nada menos que: "Alegria"

A nossa ideia passa por dar um tom mais alegre aos nossos textos e desenhos, procurando proporcionar, pelo menos, uns breves momentos onde a tristeza não marque presença. Consultando, então, o dicionário, deparar-nos-emos com as seguintes definições para a palavra que serve de tema desta semana:

1. Estado de grande satisfação, contentamento, felicidade, júbilo, que em geral se manifesta exteriormente;
2. Aquilo que alegra, acontecimento feliz;
3. Festa, divertimento.

Espero que nos sigam com atenção e leiam os trabalhos que iremos apresentar, tanto nesta semana como nas que se seguirão.

Cumprimentos, Dark Rulers.

10/11/2010


Liberdade

Não me vou alargar muito em relação ao tema... para mim liberdade significa mais do que muitos significados vulgares que lhe são atribuídos...
O cavalos sem arreio, sem o controlo das rédeas representa essa liberdade, os cavalos selvagens que sobrevivem sozinhos e afastados do mundo urbano, esse é o meu verdadeiro sentido de liberdade, cada um tem o seu e é livre de o escolher...





07/11/2010

Liberdade

Todos os seres humanos conscientes anseiam desesperadamente por uma felicidade plena, um real estado de graça que lhes preencha a vida de significado. É essa ânsia que nos move e nos faz sonhar. Invariavelmente, somos controlados por ela e, contudo, não resistimos, nem queremos resistir, já que seria completamente insensato fazer frente às mais profundas expectativas humanas, algo que nos corre no sangue e alimenta todas as nossas acções, incluindo aquelas às quais reservamos a nossa vergonha.

A luta incansável em busca da felicidade comanda o Homem, variadíssimas vezes, por caminhos obscuros e vergonhosos, onde as redes da corrupção, da exploração, da irreverência e da luxuria se encontram lançadas à espera daqueles que neles ingressam, lançando-os na crua realidade do escândalo social e, por vezes, no profundo precipício da morte. Contudo, nem sempre o Homem procura concentrar os seus esforços na prática do mal, mesmo que essa seja definitivamente a sua primeira e mais forte inclinação.

A ânsia de felicidade provocou no ser humano uma tremenda sede de liberdade e disso nos poderíamos orgulhar profundamente. Ao invés, preferimos esquecer os incansáveis esforços levados a cabo pelos inúmeros vultos da nossa história que se dedicaram a reivindicar um direito que hoje em dia tomamos como adquirido mas que só foi possível graças a esses homens e mulheres que chegaram até ao ponto de prescindir da própria vida, para oferecer aos demais o estado que nunca puderam desfrutar e pelo qual pareceram.

A liberdade que possuímos, hoje em dia, não é a mesma que os nossos avós possuíam quando tinham a nossa idade, contudo não tenho qualquer tipo de dúvida em afirmar que eles foram e são mais felizes do que qualquer um de nós. O facto de lutarem por aquilo que consideravam justo e que não lhes era concedido, levou-os a dar valor ao que hoje desprezámos e chegamos mesmo a considerar completamente elementar.

A preocupação da sociedade actual prende-se em determinar o que fazer com a liberdade de que dispõe e não em usufruir verdadeiramente dela. Ser livre é diferente de ser libertino e, embora a diferença pareça desprezável, é completamente fundamental conseguirmos fazer uma correcta distinção.

Ser livre, em primeiro lugar, é saber respeitar o próximo e não apunhalá-lo e espezinhá-lo por qualquer razão aparente ou obscura. A única razão que existe para retirar parte da liberdade a alguém é o facto de esse alguém a ter igualmente retirado a qualquer outra pessoa. Por outro lado, ser livre não contempla, em nenhum local, nem em nenhuma situação, fazer uso dessa liberdade para atingir fins menos correctos e ilegais. A ilegalidade não é miscível com a liberdade e a sua tentativa de junção resulta invariavelmente na libertinagem que nos envolve e nos provoca frequentemente a errar.

Lembremo-nos de todos aqueles que, em pleno século XXI, têm a sua liberdade violada por regimes ditatoriais que absorvem toda e qualquer esperança de esbarrar na felicidade ao virar da esquina. Esta é infelizmente a realidade de milhares de milhões de pessoas que conhecem agora o significado de lutar por um objectivo já ultrapassado no Ocidente tecnológico e desenvolvido em que vivemos. Será que esses povos merecem a nossa ajuda? Não, de todo. A liberdade tem mais significado quando é obtida com suor próprio. Não lhe retiremos o gosto de desfrutar uma vitoriosa glória.

06/11/2010

Liberdade


                Liberdade… A palavra que nos assalta, a sensação que nos engana. Vivemos nesta semi-liberdade concedida tanto por Deus, como pelos nossos superiores hierárquicos, como por quem respeitamos, ninguém escapa.
                Liberdade… Uma forma de essas pessoas ou entidades nos controlarem, mantendo-nos ocupados a pensar no que poderemos ou poderíamos fazer a seguir com o nosso suposto “livre-arbítrio”.
                Opressão… O que resulta dessa “liberdade”. Vivemos constantemente oprimidos. Pela sociedade, que restringe o que podemos realizar a um mínimo de acções. Pelos familiares, que simplesmente mandam em nós e ameaçam para que façamos o que eles querem. Por Deus, que nos dá o livre-arbítrio e depois nos impõe regras a seguir…
                Opressão… A palavra que define o nosso futuro, um futuro onde seremos todos parte de uma rebelião de robots controlados por terceiros, sem sentimentos nem opiniões, sem objectos ou pessoas a quem podemos gostar ou odiar. Seremos marionetas controladas por um “ser maior”.
                Liberdade/Opressão… Palavras irmãs que, apesar de parecerem opostas, muitas vezes têm o mesmo significado. Não se pode falar de uma sem pensar na outra.
                Assim sendo, deixo-vos a pensar se vivem realmente em liberdade ou em opressão…
               
                Até à próxima, Blackbird